EM RESUMO:
Convertido ao Senhor aos 18 anos, em 1989 recebi o Seu chamado para serví-Lo integralmente. Aos 22 anos iniciei minha trajetória ministerial na Jocum, (Jovens Com Uma Missão) onde O servi por dois anos e meio e posteriormente, passei um ano como obreiro em duas igrejas em João Pessoa-PB. Em 1993 fui enviado ao seminário para cursar teologia durante quatro anos e meio; paralelamente trabalhei nos finais de semana em várias igrejas do nosso presbitério. Concluído o seminário, assumi minha primeira igreja em Várzea Alegre em janeiro de 1998, em 2000 a IPB de Iguatu e em 2002 a IPB de Juazeiro do Norte, onde pastorei por três anos e meio. Todas no sul do Ceará. Em 1999 casei-me com Walkyria Maranhão dos Santos Lima, com a qual servimos ao Senhor atualmente como missionários.
EM DETALHES:
Agradeço a Cristo Jesus, o nosso Senhor, que me tem dado forças para cumprir a minha missão, e também porque Ele achou-me merecedor, escolhendo-me para servi-Lo. 1 Timóteo 1:12
CONVERSÃO
Nasci num lar cristão, e durante a minha infância e adolescência acompanhava minha mãe aos domingos à igreja. Porém ainda não havia passado pela experiência da conversão, embora acreditasse que era um crente. Minha decisão real só veio acontecer aos dezessete anos. Este encontro com Jesus redirecionou toda a minha vida. A partir daí, iniciei uma trajetória de busca por Deus, pois desejava conhecê-Lo e servi-Lo mais e mais.
Procurei ao máximo me envolver com as atividades da igreja. No entanto, elas não me satisfaziam e optei em participar de um grupo jovem interdenominacional, buscando gastar aquele fervor que ardia dentro mim.
OFERECIMENTO MISSIONÁRIO
Quase sempre aos sábados pela manhã gostava de ir para o Instituto Bíblico Betel, onde acontecia o culto de missões. Por essa influência, passei a orar a Deus insistentemente pedindo-Lhe que me chamasse para missões; orava simplesmente pela manhã, tarde e noite. Ás vezes fica chateado com Ele, pois ouvia sempre dos novos alunos, que aquele seminário que chegava não hes despertavam o interesse; eles não queriam ir para missões, mas Deus os havia chamado, e eu dizia: “Pai eles não querem ir e o Senhor os chamou, e eu aqui me oferecendo e não deixas eu ir”? Nesse ínterim eu tinha uns dezenove anos.
Certo dia Deus falou comigo numa reunião de oração da JUVEP, quando eu clamava para que me chamasse. Alguém colocou a mão sobre minha cabeça delicadamente, e naquele momento entendi o que Ele me disse: “Descansa filho meu, descansa”. Assim resolvi sossegar-me.
O TEMPO DE DEUS
Quando tinha vinte e um anos já nem pensava em missões. Estava trabalhando na tesouraria de uma indústria, e levando uma vida normal na igreja. Foi quando entrei numa grande crise espiritual, perdi o prazer pelas coisas de Deus, tornei-me um religioso, não me desviei, mas sentia-me longe da presença do Senhor. Encontrava-me num deserto, faltava-me alegria, ânimo, dizia estar desviado dentro da igreja. Isso durou uns seis meses.
Estava num retiro de carnaval, e nesta ocasião comecei a ler o livro do fundador da JOCUM, Loren C..., foi aí que Deus reacendeu uma chama poderosa de desejo por sua obra, missões, era o tempo de Deus.
JOCUM
Fique muito ansioso por conhecer a JOCUM, e naquele início de ano um amigo, Pr. Edinho se dispôs a encaminhar-me para aquela escola, mas preferi fazê-la no segundo semestre. Deus começou a abrir as portas para mim, deu-me uma Palavra, sua confirmação, e providenciou todas as coisas necessárias. Ele não deixou faltar nada. Tive o apóio da minha Igreja e do Pr. Odilon Isidro, a quem sou muito grato. Era aquele ano 1989.
Estudei na JOCUM, na base de Recife, foi um tempo muito bom, aprendi muito de Deus, principalmente no que diz respeito à responsabilidade da vida devocional.
SERVINDO JUNTO A IGREJA
Depois de dois anos e meio servindo a Deus na JOCUM, senti de Deus a direção de sair e servi-Lo em outra área. Passei seis meses em Barra de Guabiraba, cidade do Agreste Pernambucano, junto a Igreja Presbiteriana, na pessoal do Pr. Marcílio Gama. Lá conheci Walkyria, na época com 16 anos, e 10 anos depois nos casamos. Depois fui trabalhar com a minha igreja mãe, Presbiteriana de Jaguaribe, encarregado de dirigir uma congregação numa cidade metropolitana, Bayeux, onde permaneci por dois anos.
SEMINÁRIO
Em 1992, no mês de agosto, estava em casa orando, quando Deus falou comigo dizendo-me: “Que dentro de seis meses eu estaria no seminário.” Um mês depois o conselho da minha igreja reunido, por iniciativa deles mesmo, resolveram encaminhar-me ao seminário, e em fevereiro de 1993 eu estava iniciando meus estudos no SPN, Seminário Presbiteriano do Norte, exatamente seis meses depois.
O tempo de seminário foi um período de aprimoramento acadêmico, porém, de estiagem espiritual. Foram os anos mais difíceis, no quesito vida com Deus. Mas valeu a pena, apreendi a importância de conciliar erudição e piedade, palavras do Professor Cloves.
CEARÁ
No penúltimo ano, no seminário, Deus falou comigo: “Dizendo-me que iria para uma terra de povo de semblante duro, obstinados de coração e rebeldes” (Ez. 2:1 -7). Pensava eu que era Portugal, pela religiosidade que lá existe. Quando conclui, fui convidado para conhecer alguns campos, acabei aceitando o convite da IPB em Várzea Alegre, onde pastorei por dois anos e meio. Depois a IPB em Iguatu, um ano e meio e finalmente a IPB em Juazeiro do Norte, três anos e meio. Descobri que não era Portugal, mas o sul do Ceará, a terra de povo de corações duros e insensíveis.